Derrame Pleural - Classificação dos derrames

Podemos dividir o derrame em 2 tipos: transudado e exsudado. Além das diferenças a nível do espaço pleural, podemos também diferenciá-los através da medida da desidrogenase láctica (LDH) e pelo teor proteico do líquido pleural. (Harrison, 1994).

 

Transudativo

 

Qualquer derrame pleural que se forma quando não existe lesão do espaço pleural é denominado derrame pleural transudado. O transudado é um ultrafiltrado de plasma, altamente fluido, baixo em proteínas e desprovido de células inflamatórias. O aspecto macroscópico do líquido é de um fluido transparente e claro.
Os derrames pleurais transudados formam-se quando as pressões hidrostáticas e oncótica são anormais.
Assim um transudado em termos bioquímicos apresenta:

Exsudativo

 

 Um derrame pleural exsudado é causado por um aumento da permeabilidade nos vasos da microcirculação. É rico em proteínas, células e produtos da decomposição celular.

O aspecto macroscópico do líquido é de um fluido amarelo citrino podendo também ser turvo (ex: pus do empiema), hemático ou semelhante ao leite no quilotórax.
Assim um exsudado em termos bioquímicos apresenta:

Os derrames exsudativos apresentam pelo menos um destes três critérios. De um modo geral o teor proteico é superior a 3 g/dl e a concentração em DLH superior a 200 u.l/l. (Paulo Abreu, 1998)

 

Variante da D. P. Exsudativo:  Parapneumónico

Os Derrames Pleurais formam-se na Pneumonia porque a inflamação pulmonar aumenta a água pulmonar intersticial e a produção de líquido pleural. A maioria dos Derrames é pequena e desaparece com a resolução da Pneumonia Bacteriana. Um Derrame Pleural Parapneumónico complicado ocorre quando o líquido pleural possui conteúdo proteico suficiente para coagular, fazendo com que estrias de fibrina estendam-se para as Pleuras Parietal e Visceral. O resultado é a acumulação de líquido pleural em cavidades pequenas no interior da cavidade Pleural e que não pode ser drenado através de um único dreno torácico.